Já estou completando meu segundo mês de posts todo dia… Fico bem contente porque esse projeto têm sido muito estimulante para mim, mas estou começando a ficar sem imaginação (rsrsrsrs…)
Bem, esse é um problema meu, que pretendo resolver em breve, afinal agora que vou trabalhar em meu novo ateliê, espero que não me falte inspiração para fazer coisas muito legais…
E falando em coisas legais, a técnica de hoje é muito bacana. E também fecho o mês de fevereiro com mais uma idéia de pintura em tecidos, sei que essa é uma modalidade muito apreciada por todos…

Camiseta com estampa a mão livre
Quem não gosta de uma camiseta com uma estampa legal, não é mesmo? Principalmente se ela for ao mesmo tempo básica, como uma camiseta branca, e exclusiva, com uma estamap cheia de cores, fácil de combinar com tudo.
Para fazer é muito fácil. O segredo para um bom acabamento nessa pintura é usar materiais de boa qualidade, pincéis e tintas adequados.
- Antes de mais nada lave bem a camiseta antes de pintar para retirar todo resíduo de goma. Isso é importante para que a tinta fixe completamente na peça.
- Utilize uma placa de madeira ou cartão preparada com cola permanente para colocar dentor da camiseta, esticando o tecido e mantendo-o firme durante a pintura. Isso é fundamental também.
- Faça um desenho simples, comece fazendo um quadrado e dividindo-o em 9 quadrados menores. Em cindo deles faça desenhos básicos: coração, flor, estrela, espiral. Utilize um lápis mais macio, 2B, e não force demais o traço.
- Inicie a pintira pelos motivos e pinte os fiundos depois. Para pintarm utilize a tinta pura, sem diluir, apenas umdeça levemente o pincel.
- Utilize pincéis de filamentos sintéticos, como os da referência 433 e 437 da Pinctore Tigre (veja nos posts anteriores sobre pintura em tecidos meus comentários sobre esses pincéis).
- Para cobrir bem, aplique a tinta em uma camada boa, espalhando muito bem, de maneira uniforme, e antes que a primeira aplicação seque, aplique mais uma camada fina cobrindo tudo novamente.
- Aguarde secagem completa por cerca de duas horas.
- Para fazer o contorno preto, coloque tinta para tecidos preta diluída com água (na proporção de 20% de água para 28% de tinta) em uma bisnaga com bico aplicador (utilize uma seringa sem agulha) e aplique a tinta preta diretamente com o bico do frasco, obtendo um traço mais grosso e uniforme.
- Deixe secar bem por 24 horas (o contorno demora mais a secar) e você já pode usar sua nova camiseta!

Veja o detalhe da pintura
Nem parece que foi pintado a mão, não é? Mas basta seguir as orientações acima e o resultado da pintura será esse, simple, fácil e muito bonito.
Se você gostou dessa idéia para pintar camisetas irá gostar ainda mais do meu DVD com 5 técnicas diferentes… Veja em meu site, que é o www.cristinabottallo.com.br na página LOJA.
Beijos e até amanhã!
28 de fevereiro de 2010
Como eu havia prometido a vocês, aí vai a história do Napoleão II, meu coelho de estimação:
Tudo começou ano passado, mais ou menos em abril de 2009. Minha filha, Ana, que mora em uma república de estudantes em Botucatu, no interior de São Paulo (ela está agora no terceiro ano da Faculdade de Biologia), me ligou para contar que ela e suas amigas tinham arrumado um animalzinho de estimação, um coelho. Na época elas moravam em um apartamento, por isso precisava ser um animalzinho pequeno, e lá no interior é muito fácil encontrar coelhos filhotes.
Quando elas entraram em férias, em julho, a Ana foi a última deixar a república. Fomos buscá-la e ela nos pediu para trazer seu coelho, Napos (ou Napoleão), para cá porque naturalmente ele não poderia ficar lá em Botucatu sozinho. Uma amiga dela iria pegá-lo para levar para um sítio no final de semana. Chegamos com ele numa quinta a noite e na segunda-feira ele ainda estava numa caixa plástica, na lavanderia, esperando a amiga que nunca veio…
Me deu muita pena deixá-lo preso, mas nós temos dois cachorros que ficam no quintal (o Skip, um beagle, e a Lica, uma labrador fêmea), por isso eu não queria ficar com ele. Mas eu estava com muita pena de deixá-lo na caixa, e como nossa casa tem um jardinzinho pequeno e fechado na parte da frente, isolado do quintal, resolvi soltá-lo lá, para que ele pudesse tomar um pouco de sol e correr, ter mais espaço. Quando ele se viu naquela grama arrumadinha, com plantas, sombra, pedras, ele ficou tão feliz, precisavam ver, parecia um coelho de desenho animado, corria de um lado para o outro, pulava nas plantas – era como se ele sempre tivesse morado lá… Acabei me afeiçoando ao bichinho e pedi para minha filha deixá-lo conosco.

Napos
Ele se chamava Napos porque quando as meninas o compraram (por R$ 5,00!) ele veio em um caixa de guardanapos, e como ela estava cortada, só se lia “napos”… Aí as meninas passaram a chamá-lo de Napos, e Napoleão era seu apelido. Ele era menorzinho, todo cinza. Como foi criado com as meninas, ele gostava de ficar no colo, era uma gracinha!
Ele ficou conosco por 45 dias. No dia que fomos levar a Ana de volta para Botucatu (ano passado as férias foram prorrogadas por causa da gripe A, vocês se lembram?), num sábado, ele começou a passar mal, ficava só parado, com uma orelhinha caída…Dava pra ver que ele não estava bem. No domingo eu corri atrás de um veterinário especializado, e na segunda-feira eu o levei para o hospital.
Ele fez exames, tomou remédios, mas não sobreviveu… A veterinária não soube dizer o que ele teve, e eu fiquei muito, muito chateada, porque ele estava em meu colo quando morreu, me deu muita pena e eu gostava realmente dele. Fiquei bem triste…

Napos
Claro que depois disso todos me diziam para arrumar outro coelho, porque assim eu não sentiria tanta falta do Napos, mas assim como eu não havia escolhido ter o Napos, não queria decidir ter outro coelho. Fiquei realmente chateada, e não queria que acontecesse de novo – ficava imaginando que se eu tivesse outro coelho ele poderia ficar doente também… Até fui olhar uns filhotinhos lindos numa loja, mas não quis pegar outro.
Passaram-se uns três meses, e em outubro meu filho Rafael chegou em casa num domingo trazendo outro coelho para mim, todo branquinho e cinza, um pouco maior que o Napos. Resolvi chamá-lo de Napoleão II.
Ele tinha uns 45 dias quando chegou, era uma graça, mas estava muito, muito assustado. Na chácara aonde ele nasceu ele ficava em uma gaiola com outros filhotes da mesma ninhada, e quando o soltamos no jardim, sozinho, ele ficou assustado, em uma moita, parado, por uns dois dias. Quando eu me aproximava ele corria assustado. Achei que não ia dar certo, que ele não ia se adaptar de jeito nenhum, e foi até meio frustrante…

Napoleão em seu jardinzinho
Mas em pouco tempo ele se adaptou totalmente, tomou conta do jardim, até descobriu uma toca perfeita, embaixo do piso da entrada. Um dia eu saí lá fora e levei um baita susto, um montão de terra no jardim… Depois percebi que ele havia cavado a toca. Como ele havia crescido, o buraco que já existia não servia para ele, precisava ser maior!

Toca do Napoleão
Ele passa o dia todo por lá, só sai por volta das 17h, e aí fica a noite toda acordado, até umas 7h.. É muito legal! E ele adora correr e pular quando quer brincar. Eu fico batendo palmas e ele pula conforme o barulho, ele atende quando eu o chamo, e ele simplesmente ADORA um cafuné atrás da orelha, fica todo derretido… Como está muito quente esses dias, ele deita no chão de pedra com a barriga, com as patas pra trás, é muito engraçado!

Napoleão pulando
Essa é a hsitória do Napoleão, eu nunca poderia imaginar que um coelho fosse um bichinho de estimação tão bacana de se ter. É uma diversão para mim brincar e cuidar dele.
É isso, pessoal… Depois vou colocar aqui as fotos da Lica e do Skip. Beijão!

Napoleão fazendo pose…
27 de fevereiro de 2010