Olá, amigas!
Ok, olá para meus amigos também…
Mas hoje estou pensando mais em minhas amigas, meninas como eu que compartilharam uma brincadeira muito divertida, criativa e de mãos habilidosas, com a nossa cara. Sim, meninos também podiam gostar da brincadeira, é verdade… Mas aposto como éramos, em geral, meninas…

Minha bonequinha de papel preferida
Há alguns anos trás, uns 10 anos, talvez, eu encontrei em um sebo algumas dessas revistinhas de bonecas de papel de recortar. Fiquei muito surpresa na hora, afinal, fazia tanto tempo que eu não via e nem me lembrava mais dessa brincadeira que havia feito parte de toda minha infância, a brincadeira de recortar as bonequinhas de papel e vesti-las com suas roupinhas, que me dei conta que havia passado uns bons anos sem nem sequer me lembrar de o quanto gostava delas… E, naturalmente, comprei uma para mim.

Roupinhas…
Eu tinha virado mãe, dona de casa, micro empresária, por muitos anos não havia mais espaço em minha vida para brincar de bonecas. Mas… será? Eu nunca deixei de gostar de bonecas, na verdade… E até tinha voltado a colecionar minhas bonecas de pano. Mas essas bonequinhas de papel… Ah, havia lago de especial ali. E hoje eu entendo muito bem o que era…

Mais roupinhas…
Era o gosto pelo trabalho manual também, afinal a gente tinha que recortar a bonequinha, recortar as roupinhas, montar a estrutura, imaginar o cenário… E eu fazia verdadeiras casinhas com caixas de papel vazia, que eu imaginava que eram os armários, improvisava cabides de arame para pendurar as roupinhas, fazia até caminhas de papel para aquelas bonecas.

E a roupa de princesa…
Me lembro que meu pai sempre nos levava, eu e meus irmãos, à banca de jornais aos domingos, era dia de ganhar uma “revistinha”. E eu sempre escolhia essas, ou quase sempre. Me lembro que havia uma variedade de coleções, e elas tinham nome! Essa coleção, da “Vanessa”, era uma das minhas preferidas. Eu gostava mais das menininhas com carinhas de meninas de livros americanos, eram tão diferentes de nós (acho que essas coleções eram importadas, apenas traduzidas e impressas aqui no Brasil). Elas era diferentes porque usavam roupas que nós não usávamos, como botas e casacos para neve, capa de chuva com gorrinhos diferentes, luvas… Ah, e havia sempre uma roupa de princesa, como o modelo acima, e aí então eu viajava mesmo… Me imaginava a própria princesa!

Suporte para montar a bonequinha… a gente já fazia um tipo de scrapbook na época, não é mesmo?
Lembro que algumas publicações vinham com as imagens das outras bonequinhas em miniatura na contra capa, para você acompanhar e ver que modelos já tinha e que modelos poderia ter, lembro de ficar comparando os nomes de cada uma delas… Havia aquelas que eu gostava mais, as que eu gostava menos (as que tinham carinhas de bebês eu não gostava tanto…). Lembro que sempre levava essas bonequinhas comigo quando ia passar as férias no sítio do meu avô, e que acabava perdendo ou estragando as bonecas de papel, mas sempre queria outra. E assim foi, por anos e anos… Me lembro até de uma que meu pai trouxe de uma viagem para fora do país, viagens que eram muito raras na época. Ele encontrou uma que se chamava Cristina, e que se parecia muito comigo. Ou pelo menos na minha cabeça de criança parecia…
Ah, bons tempos, que saudades! Eu achei essa revista em meu baú de coisas muito especiais que tenho em minha casa, no meu quarto, dia desses, quando estava procurando um livro antigo. Agora, para completar a “sessão nostalgia”, só falta eu encontrar uma daquelas galinhas de brinquedo que botavam ovinhos de e vinham numa caixinha que imitava um viveiro. Minha mãe sempre comprava para a gente na feira, que fazíamos todos os sábados… Alguém se lembra? Que saudades!
31 de outubro de 2011
Oi, pessoal, boa tarde, bom domingo para vocês…
Estive viajando semana retrasada, e vocês já sabem, falei um pouquinho sobre isso, mas queria muito compartilhar as coisas que andei vendo por lá. Então aproveito que hoje estou mas sossegada de tempo para escrever aqui no blog.
Madrid é uma das cidades mais bonitas que já conheci. Não que eu conheça tantas assim (risos), mas sem dúvida é uma das mais impressionantes, com suas ruas arborizadas; calçadas largas; prédios baixos, antigos e conservados; seus cafés com mesinhas nas calçadas, suas confeitarias típicas. Caminhar por Madrid a pé é uma delícia. Eu já tinha visitado a Espanha em 2007, e na ocasião também fui à Barcelona, Sevilla e várias cidades menores da região, que também adorei. Mas Madrid… Eu moraria em Madrid, fácil!

Puerta de Alcalá

Avenidas em Madrid

Entrada do parque El Retiro

Museu Del Prado
Além disso, o metrô funciona muito bem, é bem sinalizado e te leva aos principais locais da cidade. Como andar em Madrid é agradável (ruas bonitas e limpas, calçadas largas), não é preciso nem depender de carro. E há uma infinidade de atrações, o parque El Retiro, os museus, incríveis: Del Prado, Thissen, Rainha Sofia… O palácio, que é lindo, as praças e inúmeras fontes. E as lojinhas, cafés e confeitarias com suas mesinhas nas calçadas… E as árvores, quantas árvores! Tudo muito, muito bonito.



Árvores de Madrid
E o parque El Retiro, então? Lindo, mais arborizado ainda, com prédios (teatros, restaurantes, cafés e museus) bem antigos e conservados, uma pista de corrida ótima e muitos, muitos turistas também…


Vistas do parque

Metro de Madrid
E vejam como era a rua e a entrada do metrô no bairro em que eu estava hospedada… Assim não dá mesmo vontade de sair para passear?

Eu, que sou louca por mercados, passei uma manhã ótima no Mercado de San Miguel, que fica bem ao lado da Plaza Mayor de Madrid. Na Espanha há uma tradição interessantes, as cidades eram construídas a partir de uma Plaza Mayor, ou “praça maior”, onde ficavam os edifícios oficiais (prefeitura, palácio do governo, câmara, tribunais, ministérios…). Essas praças hoje são quase sempre centros de turistas, com restaurantes e lojinhas típicas. E esse mercado fica bem ao lado dessa praça, sempre cheia de gente do mundo todo.






Mercado de San Miguel
Aproveitei a viagem também para visitar uma loja especializada em encadernação artística e materiais para encadernações, a loja Baile, que vende todo material necessário para a técnica, como uma variedade enorme de ferramentas, prensas, carimbos, espátulas, papéis, couros, tecidos… Adoro conhecer lojas especializadas, e essa, bem antiga e tradicional, é uma delícia de visitar. Fundada em 1966 (um antes do meu nascimento), essa loja é referência na capital Espanhola.

Loja Baile
Lá eu comprei algumas coisinhas bem bacanas para meu ateliê. Além de ser muito bacana comprar materiais especiais de trabalho (é a coisa que em mais adoro!), visitar uma loja de rua como essa, “de antigamente”, um tipo de loja que quase não existe mais aqui, foi um passeio e tanto. Mas no primeiro dia que eu a visitei, logo na segunda-feira quando cheguei em Madrid, fui de metrô para lá e perdi a viagem… Cheguei pouco antes das 16h, e me esqueci que em Madrid o comércio de rua fecha para a siesta das 14 às 17h. Sério, eles fazem 3 horas de almoço, sem discussão. Acabei voltando na terça de manhã. Acho que no fundo eles estão certos, priorizam a qualidade de vida. Para quê fazer tudo de forma tão corrida e estressante como fazemos, não é mesmo?




As confeitarias e cafés em Madrid são muitos, e a maioria têm essas vitrines lindas, parecem lojas de enfeites, e não apenas as muitas lojas de souvenirs que há por lá. As lojas de doces e “guloseimas” também são muito comuns, e além dos caramelos, torrones e churros, doces bem típicos de Madrid, as batas fritas (ou papas fritas) do tipo “chips” são bem típicas e você as encontra em vários e simpáticos pontos de venda por toda cidade…




FRANKFURT
Passei a semana em Madrid e no final de semana fui para a Alemanha, para Frankfurt. Essa é mais uma das vantagens quando se está na Europa, todos os países ficam próximos, é possível visitá-los com vôos curtos ou até mesmo viagens de trem. Eu ainda não conhecia a Alemanha, e adorei, naturalmente….
Frankfurt é uma cidade de negócios, moderna, com várias Universidades e muitos jovens, embora conserve os prédios antigos de forma exemplar.



Por ser um centro financeiro importante em toda Europa, Frankfurt também é centro de muitas manifestações. Havia um acampamento de protesto contra a economia global (Ocupy Wall Street) em uma praça importante no centro da cidade, onde fica o símbolo do Euro.




Acabei indo visiter Heildelberg, uma linda e pequena cidade turística, distantes cerca de 1 hora de Frankfurt, e que possui um belo castelo, em reforma, mas que ainda está bem conservado e é muito imponente e bonito.

Uma taverna típica em Frankfurt
Mas Frankfurt é também uma cidade tranquila, não muito grande, comparando-a com São Paulo (tem pouco mais de 2,3 milhões de habitantes considerando toda área urbana). Fica às margens do Rio Meno, e possui uma linda estação de trem de onde podemos pegar um trem para qualquer outra região da Alemanha e para vários países da Europa.



Heidelberg, cidade histórica próxima à Frankfurt
Também visitei dois museus nesses passeios, em Frankfurt o Museo Casa do poeta Goethe, que ficava ao lado do hotel em que estava hospedada e em Heidelberg o Apotec Museum, museu da Farmácia, com salas repletas de ferramnetas, frasquinhos, ervas e móveis que pareciam ter siod retirados de casinhas de bruxas… Muito legal!








Ótimas viagens, lindos passeios e muitas coisas bacanas vistas. E um monte de vontade de aproveitar tanta inspiração e trabalhar muito, é sempre assim que me sinto quando faço coisas estimulantes…
Aguardem porque em breve trarei mais novidades que tenho feito por aqui. Um abraço!
30 de outubro de 2011