CAIXINHAS INDIANAS – 63

Olá, amigas (os),

Faz alguns dias que não comento nada sobre meu novo ateliê, então aí vão os comentários: as coisas estão ficando em ordem, mais rapidamente até do que eu pensava. É bem verdade que ainda tenho uma parte do ateliê em obras, justamente a sala aonde irei trabalhar com serigrafia, mas meu ateliê de encadernação e pintura já está com as coisas bem adiantadas… Acho até que na segunda-feira já vou conseguir trabalhar normalmente, e isso é ótimo!

Ainda falta a melhor parte: decorar, pendurar meus móbiles, colocar um aromatizador com o “cheirinho” do meu ateliê, arrumar meu cantinho do café… mas isso eu vou fazer aos poucos, curtindo cada movimento. O que eu quero, de verdade, é começar a trabalhar lá o quanto antes…

Bem, chega de conversa, vamos ao trabalho. A técnica do dia é uma pintura com relevos bem diferente:


Caixinhas Indianas

Grande parte do atrativo dessa técnica é o formato das caixinhas de madeira balsa que utilizei: são redondas e ovais. Faz diferença porque o detalhe em relevo forma desenhos de mandalas, que são figuras circulares com padrões que se repetem. Mas é possível fazer esse trabalho em outros formatos de caixas, inclusive caixas de MDF, caso você não encontre as de madeira balsa. Esse tipo de madeira é uma lâmina muito fina e maleável de madeira, e justamente por essa característica, material indicado para confecção de peças redondas e ovais.

Para preparar a peça, lixe-a bem com uma lixa fina e aplique uma demão de Médium Envelhecedor para tingi-la no tom de madeira desejado, pode ser a cor marrom madeira, mogno, marrom claro. Só
não recomendo os tons mais escuros.

Copie um risco de mandala no tamanho adequado à tampa da caixa e transfira-o para peça com o auxílio de um carbono. Centralize bem o desenho na tampa, e faça também uma decoração em forma de barrado para a base da caixinha.


Detalhe da caixa

Com a tinta relevo 3D na cor metálica ouro, faça o desenho em relevo sobre os traços dos riscos que você transeferiu para a peça. Acompanhe os riscos e trabalhe por partes. Na tampa da caixinha, comece pela parte central do desenho e faça-o de dentro para fora. Para conseguir um traço mais fino você pode utilizar a ponteira de metal encaixada no bico do frasco de tinta. faça um pressão uniforme e leve na bisnaga, de forma que a tinta saia aos poucos, mas sem excessos. Se necessário utilize um palito de churrasco para acertar os traços e corrigir qualquer falha. Para pintra a base de caixa recomendo que você trabalhe por partes, deixando que a parte pintada seque um pouco antes de prosseguir o trabalho. Aguarde secagem completa por 24 horas.

Para fazer a pintura interna dos motivos utilize tintas Relevo Incolor. Essa tinta vem em frascos com bico aplicador como a tinta relevo comum, só que seu acabamento é transparente e seu aspecto final vitrificado. Como a caixinha de madeira já está pintada em um tom, as cores do relevo ficarão um pouco alteradas e menos intensas, mas será possível ver as cores. Vá preenchendo os espaços com diferentes cores da tinta relevo, observando que nos espaços iguais você deve usar as mesmas cores das tintas. Não é preciso colorir a perte externa do desenho, aplique as cores apenas na parte interna. Nas laterais da caixinha será necessário trabalhar por partes, sempre deixando a peça na horizontal para que a tinta não escorra. Deixe secar completamente por mais 24 horas e está pronto!


Mais fotos…

Bem, pessoal, é isso, essa técnoca não é exatamente uma novidade, eu a criei há um tempinho, mas sempre faz sucesso… E se você quer ver outras idéias de técnicas, visite a página ATELIER – PASSO-A-PASSO do meu site, que é o www.cristinabottallo.com.br.
Beijão!


3 comentários sobre “CAIXINHAS INDIANAS – 63

  1. Oi Cris tudo bem? Poxa que delicia deve ter sido o show do Coldplay…imagino!!!
    Aqui na minha cidade não acha medium envelhecedor.Pode ser betume? Liquido ou em cera?
    Bjocas…caixas lindas!!!

    1. OI, Daniela, a loja O Casarão madeiras, que fica aqui em SP, no bairro da Aclimação, vendia. Faz tempo que não vou lá, Rua Almeida Torres, 169. Pode ser que eles ainda tenham. Boa sorte!

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