Estava aqui pensando…

Hoje me deu vontade de escrever e bater papo, então vamos lá…

Nesse final de semana eu trabalhei sábado e domingo, o dia todo. Passei os dias fora, e mal vi minha família. Meus filhos também estavam ocupados com seus compromissos, então não nos encontramos mesmo…
Bem, o fato é que terminei tudo no domingo já tarde, umas 20h40. Estava super cansada, com frio, sono e um pouco de fome, mas o cansaço era ainda maior. Meu desejo era ir para casa, comer algo rápido, tomar um banho quentinho e dormir o quanto antes.

Mas aí eu cheguei lá e estavam todos me esperando para jantar. Marido, filhos, filha, namorado da filha, noiva do filho. Não teve jeito, pedi uma pizza, arrumei a mesa e nos sentamos para conversar. Todos tinham coisas para contar do final de semana, da semana toda. A conversa estava animada, divertida, a gente foi comendo, conversando, dando risada…

Falamos um pouco de tudo, do que tínhamos feito, do que ainda iríamos fazer, dos planos para o ano que vem, dos nossos cães, coisas da família, coisas que vimos na internet, coisas do dia a dia e coisas sem importância, mas engraçadas, curiosas. Falamos todos, e muito, e conversamos sobre tudo, tudo que se possa imaginar. Acabamos ficando por mais de duas horas na mesa, e eu fui dormir bem mais tarde do que havia planejado, mas estava contente, adoro essas conversas em família, e felizmente nós temos o hábito de jantarmos juntos, e sempre é muito bom.

Hoje acordei meio sonada, perdi a hora, mas estava realmente contente.
A conversa em família na véspera tinha sido muito boa, e eu pensei que tinha valido a pena, tinha sido muito bom “fechar a semana” com o jantar de ontem.
Aí, por coincidência, tomando meu café da manhã e lendo o jornal, encontro um artigo da psicanalista Anna Veronica Mautner Refeição em Família,, que fala exatamente da importância desse hábito, da família se reunir à mesa, para a construção de cada um dos indivíduos, e, desse modo, para a construção da família.

Em casa a gente vêm praticando isso, felizmente, desde sempre.
Nossos filhos já são adultos, mas ainda conseguimos manter essa tradição de nos reunirmos em pelo menos uma das refeições, o jantar, quase todos os dias da semana. Em breve eles vão seguir suas vidas e sair de nossa casa, e naturalmente será mais difícil continuarmos com esse hábito, mas tenho certeza que vamos procurar uma forma de nos reunirmos, sempre que possível, para nos alimentarmos uns dos outros, para nos conhecermos sempre, para nos entendermos, enfim, para continuarmos construindo nossa família.

E quando eles não estiverem mais morando conosco, espero que levem para suas próprias casas o mesmo hábito, que procurem estar juntos, com quem quer que eles constituam suas famílias. Essa é, se dúvida, uma das coisas mais preciosas que temos. Nesses últimos dias, em que eu passei pela triste experiência de perder minha mãe, são essas pequenas coisas do cotidiano, como sentar-se à mesa com minha família pelo menos uma vez ao dia, ou sair de casa de manhã cedo para fazer minha atividade física todos os dias, ou voltar para casa e brincar com meus cães e coelha, são essas pequenas coisas que me dão “chão”, apoio e força para seguir em frente.

Ah, e sobre o que ando fazendo no trabalho, ainda não posso contar, mas tenho certeza que vocês vão adorar.
Será em outubro. 😀


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