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Arte Postal e Vitrual “As Árvores”

Em julho desse ano, por conta da montagem da minha exposição “A Árvore do Dia” em Suzano, um linda montagem, que me fez rever o meu trabalho mais importante e significativo (veja o post da exposição aqui), eu resolvi fazer uma ação em forma de arte postal e virtual, e lancei aqui no blog e no facebook uma chamada para quem quisesse participar.

Eu tinha 14 árvores impressas em serigrafia, apenas o contorno em preto sobre o papel branco, de uma das montagens mais antigas dessa exposição, que foi originalmente montada no ano de 2012. A ideia era enviar uma para cada pessoa que quisesse participar pintando, decorando, customizando do jeito que quisesse. E depois essas pessoas me enviariam as fotos de suas criações.
A mesma árvore, nunca sendo a mesma…

Catorze pessoas responderam à chamada, receberam as árvores impressas pelo correio (daí a ação “postal), mas apenas 8 me enviaram seus trabalhos de volta, através de fotos (a ação “virtual”), e com esses oito trabalhos, montei a imagem abaixo:

Fico muito satisfeita em ver um trabalho que foi tão importante para mim crescer, florecer e ar frutos, espalhando um pouco da importância das árvores em nossas vidas, com a arte, igualmente importante.

Só posso agradecer a vocês, queridas, que atenderam ao chamado. Muito obrigada!
E mesmo as árvores que não voltaram, imagino, e espero, que tenham encontrado algo de bacana com as árvores, porque essa é a mensagem que eu gostaria de passar. Obrigada a todas vocês!

Agora vou apresentar cada uma:

A árvore da Rosi Matos, que foi a primeira a chegar. A Rosi está sempre por perto, e disse que gostou muito de brincar junto comigo. E essa era a ideia mesmo. Obrigada, Rosi, adorei.

A árvore da Beatriz Cominatto, amiga querida, companheira de muitas batalhas. 🙂
Ela disse que começou colorindo com aquarela, um amarelo clarinho… mas sentiu falta de mais cores. Entendo você, Bia! <3

A árvore da Geórgia Martins, frondosa e poderosa, ficou linda! Adorei, e agradeço muito sua participação!

A árvore da Maria Adelina, que me mandou várias fotos, aliás. Adorei a inspiração, uma Pitangueira, árvore tão bonita e cheirosa, de frutos deliciosos.Eu pude sentir o perfume, M. Adelina! Amei! Muito orbigada!

A árvore da Josiane Martins merece até que eu reproduza aqui as palavras que ela enviou junto com as imagens:

“Quando recebi a árvore pelo correio, veio em minha mente uma enxurrada de possibilidade, minha memória trouxe à tona minha fase no jardim de infância , quando preenchíamos os desenhos com papel crepom, canjiquinha, giz de cera derretido coberto de nanquim…foi empolgante tentar “adivinhar” o q a árvore me pedia.
Um belo dia, andando na rua, eis que avisto um ipê amarelo todo florido, e aos seus pés, um tapete de flores.
Não tive dúvidas, peguei várias delas já imaginando o q faria… ou melhor, tentaria fazer. Só que não sabia como, pois as flores estavam recem caídas e n sabia como faria para colá-las. O tempo foi passando, e eu envolvida /absorvida, com minhas coisas, acabei meio q me esquecendo das flores e do projetinho) e elas foram secando … parece que o universo estava cuidando de tudo, pois viraram quase q um papel. Há uns dias, eu estava bem triste, angustiada e resolvi pegar o projetinho e as flores comigo para desanuviar a cabeça. Havia chegado o momento de “trabalhar” na pequena árvore .
E foi mágico! Esses instantes em que eu brincava na árvore, colando as flores secas do ipê amarelo me trouxe um ar renovado, com pensamentos leves e lúdicos. E aí está o resultado singelo, mas que se tornou muito especial”.

Puxa, Josiane. Me emocionei com seu relato, e confesso, brinquei junto com você!
Além de tudo, Ipê Amarelo é moinha árvore preferida! Muito obrigada pelo seu carinho! <3

A árvore da Natsuko Aso, uma amiga, companheira e muito querida pessoa, que sempre está por perto, me deixando muito mais feliz. 😀 Muito obrigada, Nat, amei a delicadeza de sua árvore.

A árvore da Lucileide, também muito querida, amiga e companheira de brincadeiras, que mesmo no meio da correria de duas mudanças arrumou um jeitinho para brincar de colorir também. E até colocou um sol, como eu sempre adoro colocar em meus trabalhos! Muito obrigada, Lucileide, adorei!

E, por fim, a árvore da Ana Carolina, que me fez viajar, entrar nessa linda paisagem que ela pintou, ir para o campo, lugar em que mais gosto de estar, com muito verde e céu azul em volta. Muito obrigada, Ana Carolina, adorei também!


Arte Postal… e como estou retomando meus trabalhos artísticos

Oi, pessoal, boa tarde…

Há uns dez dias atrás fui à vernissage da exposição de Arte Postal “A Primavera Sempre Virá”, em Santo André, e essa foi uma experiência bem nostálgica para mim. Nostálgica porque minha primeira participação em uma exposição foi exatamente no mesmo local, no Saguão de Exposições do Paço Municipal, em Santo André, minha cidade natal. E foi justamente essa exposição, Artistas Andreenses, no ano de 1986, eu tinha 19 anos. Na época eu ainda me apresentava como Maria Cristina de Carvalho Bottallo (sim, para quem não sabe sou Maria Cristina). Depois, por um tempo, assinei como Cristina de Carvalho (Carvalho é da minha mãe e Bottallo do meu pai). No final, adotei mesmo o Cristina Bottallo, que é mais original, afinal Bottallo não é um sobrenome comum…


Meu primeiro trabalho exposto


Convite da exposição


Texto sobre minha participação na exposição

Observem que meu nome saiu errado no convite, o Bottallo ocm apenas um “L”. E eu não tinha um curriculum, não havia quase nada a dizer…


Contra capa do convite

Mesmo assim me senti muito feliz, naturalmente. Eu apostava em uma carreira como artista plástica, estava na faculdade de artes, era o caminho que eu queria seguir…


Outro trabalho meu daquela época, com a assinatura diferente

No ano seguinte eu me casei, fiquei grávida, suspendi a faculdade por uns meses, e minha vida acabou dando uma guinada para outro lado. Acabei me dedicando ao artesanato, atividade que eu já desenvolvia também, e que me parecia mais fácil de conciliar com a vida doméstica. E calor que foi muito bom, eu me desenvolvi muito nesse meio, pude cuidar dos meus filhos e trabalhar ao mesmo tempo, tive um retorno financeiro mais rápido também. Foi ótimo. Mas a vontade de retomar minha carreira artística permanecia lá, bem guardadinha…

Depois eu terminei a faculdade, montei meu ateliê, abri minha empresa, fui trabalhar com fábricas de tintas e materiais artísticos, viajei, dei muitas aulas por aí, publiquei centenas de matérias em revistas, participei de inúmeros programas de TV, montei meu site, depois esse blog… Enfim, depois de muitos anos dedicados ao artesanato, comecei a ficar bastante tentada a retomar essas exposições, desenvolver meu trabalho artístico e me dedicar a isso um pouco mais.

Como tudo nessa vida eu fui (e estou ) fazendo isso de forma gradativa. Gostei (e gosto muito) muito das minhas conquistas no artesanato, e não vou deixar isso tudo de lado. Mas esse ano eu decidi que iria direcionar mais meu trabalho, e assim têm sido…

Já estou em minha oitava exposição esse ano, e contando as diferentes montagens, já foram 10. Até o final do ano ainda podem aparecer novidades, então posso dizer que me sinto muito realizada.

E participar da exposição de Arte Postal lá em Santo André, no mesmo local da minha primeira exposição, é bem significativo.

Meus amigos artistas: de verde, Douglas Negrisolli; ao lado, Sheila Oliveira; em pé, Elza Carvalho; sentados ao centro, Kamori, mestre do papel e ao seu lado, Arluce Gurjão, que além de artista é minha companheira de yôga; Cristina Suzuki e Isabel Pochini

Conheci esse grupo especialíssimo acima participando, recentemente, de várias exposições. E me senti muito reconfortada por fazer parte de um grupo, por ter retomado meus contatos nesse meio, por reencontrar e encontrar pessoas assim tão especiais. Muito bom, muito bom mesmo…

E abaixo vocês podem ver algumas fotos que tirei na exposição de Arte Postal em Santo André, meu trabalho, o cartaz de abertura, a lista de nomes (alguns, apenas), e alguns painéis com os postais. Ah, inclusive estava lá também o postal da minha seguidora aqui do blog, a Carol Hepe, que ficou sabendo da exposição, mandou seu trabalho e também estava lá. É como sempre digo, essa corrente de pessoas e contatos que vamos conhecendo ao longo da vida é fundamental para nosso desenvolvimento. Eu acredito muito nisso…

Boa tarde a vocês, uma ótima semana. Ah, e amanhã vou trazer uma novidade muito, muito boa, não percam!